segunda-feira, janeiro 11, 2016

In Memoriam David Bowie


"Do you remember a guy that's been
In such an early song
I heard a rumour from Ground Control
Oh no, don't say it's true
They got a message from the action man
"I'm happy, hope you're happy too
I've loved all I needed to love..." in Ashes To Ashes

David Bowie não é uma lenda portuguesa. Nem podia ser, até porque a nave que o trouxe deixou-o algures no Reino Unido.
Mas reinou unindo o mundo através da criação de bandas sonoras para momentos e noites lendárias.
Quantas vezes Let's Dance nos convocou para a pista da lendária Pildra, onde éramos sempre Absolute Beginners mas Heroes por um dia.
Até parecia que David escrevia músicas para as nossas histórias e nós, sem saber, vivíamos as histórias das suas canções, como personagens de um filme com o mar do Furadouro Meu Amor a fazer esquecer Hiroxima.
Nada ficou como dantes e das cinzas renascia a emoção e o jogo da vida podia ser divertido.
O seu corpo era uma espécie de Caixa de Pandora mas com talentos e uma orquestra dentro que o génio geria como um mágico inquieto e com uma batuta no lugar de varinha mágica.
Criou um universo próprio onde foi plural como um poeta disperso por heterónimos que sabiam cantar.
Partiu deixando 25 razões para o recordar e mais de 2001 para não esquecer a sua odisseia no planeta Terra.
Partiu e partiu o nosso coração em peças que vamos juntar ao puzzle do seu legado.


F

terça-feira, janeiro 05, 2016

Lapidar

Ao falar da sua experiência como autarca em Santarém, Francisco Moita Flores revela ao jornal de referência DICA:"...foi ali que percebi que toda a minha experiência a lidar com bandidos não chegava ao nível da canalhice dos crápulas que existem dentro dos partidos".

Há palavras que valem mil imagens...

Sousa
Hotel Portugal

65 novos hotéis abriram as portas em 2015. A velha anedota do chinês tem que ser actualizada. Os dez milhões de portugueses já não pernoitam no mesmo hotel porque por este andar, em breve, haverá um hotel para cada português, a maior parte deles situados em Lisboa.

Sousa

domingo, janeiro 03, 2016

Presidência(s) 2016

Não é uma lenda, mas de dez em dez anos lá vamos nós às urnas escolher a figura, ou melhor, o figurão, que vai ocupar o Palácio cor-de-rosa (escolha que a CRP obriga a ratificar de 5 em 5 anos) e tomar conta dos carimbos que autenticam os documentos elaborados no Hemicirco.
A lista dos dez candidatos ao lugar disponível em 2016 mais parece um casting, sem erros,  para um circo dos horrores. 
Parece mentira mas é verdade. As únicas alminhas disponíveis para ocupar a cadeira do mais alto Magistrado da Nação é um conjunto digno de um programa de televisão do tipo reality show.
O problema é o show de realidade que representam. A CRP apenas exige a nacionalidade portuguesa e maioridade de 35 anos, o que se revela manifestamente insuficiente, e depois dá no que dá. 
Basta perguntar a alguma qualquer sogra quem escolhia para genro, ou nora, de entre o rol dos artistas? Nenhum. 
Mas não é preciso ir tão longe, basta perguntar qual dos candidatos presidenciais tinha lugar no actual Conselho de Estado? Nenhum. Mas o drama é que em breve um dos cromos estará a presidi-lo.
O velho General romano tinha ou não tinha razão?

Sousa

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Próspero Ano Novo e Com Muita Saúde

É o que desejo aos meus caros Viajante, Sousa e F .

Sem discordar da discordância manifestada pelo Sousa, acabo por concordar que no essencial até temos feito um esforço para concordarmos todos sobre o mesmo, mas ainda concordaremos sobre muito mais neste 2016 que está prestes a iniciar-se!

Concordemos juntos!

Próspero Ano Novo e Com Muita Saúde!!

Sgt Peppers
Caríssimos
Viajante, Sargento e F,

envio a todos vós os meus votos de um Feliz e Lendário Ano Novo.
Discordo muitas vezes de V.Exas mas, estou certo, em 2016 terei muito gosto em fazer um esforço para concordar com algo que tenham para dizer.
Saudações lendárias do vosso

Sousa

terça-feira, dezembro 29, 2015

Banif, como foi possível chegar tão longe?

Eis uma pergunta para 3 mil milhões de euros!

Sousa

terça-feira, dezembro 22, 2015

Vhils é personalidade do ano para Associação de Imprensa Estrangeira


Mais um título para uma lenda, como se as lendas se fizessem de títulos...
Vhils é um cidadão do mundo que escava, nas paredes das cidades cansadas, olhares comuns com vista para a natureza humana.
As cidades são labirintos com muros como telas para riscar rostos que marcam a diferença no indiferente quotidiano urbano.
O talento versátil de Vhils surpreende pela sua percepção estética e todos ganham no jogo artístico que estabelece na comunidade. 
O diálogo é perdido muitas vezes pela efemeridade dos suportes, mas o significado do discurso permanece intacto a qualquer demolição. 
É a vitória da arte, de gestos ousados em grandes superfícies usadas, na luta pela dimensão humana.

F
Caro Viajante,

O SARGENTO ESTÁ DE VOLTA!!!
Vai ser um Bom Ano Novo para todos, estou certo,

Sousa
Caro Sargento,
bons olhos leiam as tuas lendárias mensagens.
Que saudades das tuas palavras e com elas, sejamos justos, finalmente poderemos esperar por ler algo verdadeiramente inteligente.
Estou certo que com as minhas humildes e palermas opiniões (a maior parte das vezes mais palermas que humildes) e a tua sábia visão, romperemos a muralha de silêncio erigida pelo Viajante.
Hoje, apenas há tempo para saudar este grandioso e lendário regresso e brindar a um Novo Ano com muitas contradições em homenagem às nossas tradições.
Entretanto um Santo e Feliz Natal para todos, do vosso

Sousa
 

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Caríssimos lendários colegas!

Depois de escolher o título, lembrei-me imediatamente do habitual comentário "colegas são as p...." e percebi que o Sousa não merece que o meu primeiro texto logo após tão demorada ressuscitação, desça a um nível tão rasco!

Este comentário faz-me lembrar aquele antigo berro na cantina do SICAP (era assim que se escrevia, não era?!), em que quando alguém partia um prato logo todos gritavam em uníssono, "PAGA"!!!

Há uns meses a Inês disse-me na risota, que estava a almoçar numa cantina universitária (acho que na ESAD!) e alguém partiu um prato e todos berraram "PAGA!!!!"

Que engraçado, já passaram uns 30 anos e o berro ainda persiste embora o SICAP já não exista!!

Não me importava nada de comer um daqueles hambúrguers, seguramente os piores hambúrgueres do mundo ou que alguma vez foram concebidos!!

Mas falemos do que interessa, só hoje me apercebi que este lendário blog está vivo!! Mas que terá acontecido? A nostalgia dos 51 em Novembro deve ter alguma responsabilidade, não?

Contudo temo não poder partilhar tal espaço com um tal Sousa que está a deixar um tal Pacheco Pereira a léguas! Ah intelectual dum raio! Sei lá se é de esquerda ou de direita, mas como diria o Eça "temos homem"!

Desta vez vou fazer os possíveis por não estragar ... e de vez em quando vou tentar escrever umas coisas inteligentes!!

Será que foi por minha culpa que o Viajante nos obrigou a tão longo e 'pesado' silêncio?

Sgt Peppers
"António-Pedro Vasconcelos defendeu que o Estado não pode deixar de intervir no cinema", Lusa

Mas o que é que um dirigente de uma associação de defesa da TAP e do transporte aéreo de produção nacional, onde pelos vistos o Estado não deve deixar de intervir, percebe de cinema?

Sousa

sexta-feira, dezembro 11, 2015

"O escultor Rui Chafes é o Prémio Pessoa 2015"

Não são precisos prémios para criar uma lenda, até porque há lendas às quais nunca foi dado o privilégio do oportuno reconhecimento. 
Mas é sempre reconfortante ver a generosidade dos mecenas do socialmente correcto premiar o trabalho de excelência com lugar reservado no exclusivo e lendário Olimpo das artes.
A viagem de Chafes,  rumo ao destino dos génios, começa no olhar que molda em ferro novas formas de ver o mundo, questionando a forma como o vemos.
Leve é o ferro colorido a negro que nos transporta, como num tapete mágico, para outras dimensões.
As leis são reinterpretadas, a da gravidade não é a única, e todos os cinco sentidos se perdem por três dimensões.
A obra de Chafes toca-se com os olhos e toda a razão é sequestrada num quarto escuro só iluminado pela imaginação.
Chafes não é um escultor. É um poeta que escreve versos em ferro no horizonte do nosso olhar.
E como poeta, só pode ser...um bom Pessoa!




quinta-feira, dezembro 10, 2015

"PSD: Pacheco Pereira deveria deixar o partido?", pergunta o Correio da Manhã

Mas ele alguma vez lá esteve? ...pergunta o

Sousa

PSD: Pacheco Pereira deveria deixar o partido?

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/perguntas_cm.html
PSD: Pacheco Pereira deveria deixar o partido?

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/perguntas_cm.html
PSD: Pacheco Pereira deveria deixar o partido?

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/perguntas_cm.html
PSD: Pacheco Pereira deveria deixar o partido?

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/perguntas_cm.html
PSD: Pacheco Pereira deveria deixar o partido?

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/perguntas_cm.html

sexta-feira, dezembro 04, 2015

"afinal não houve uma saída limpa na execução orçamental", PS (Lusa)

E pelos vistos também não há entrada limpa!
Começou a narrativa habitual de cada recomeço de ciclo: o-país-está-muito-pior-do-que-se-pensava. Um dia depois de aprovado o programa da "geringonça" liderada pelo Segundo-ministro (novo cargo da III República atribuído ao segundo chefe de governo segundo classificado segundo os resultados eleitorais), a estratégia de vitimização pela perda de almofadas para justificar o desconforto está em curso.
Se o início é conhecido já sabemos também como acaba. Ou acaba bem e o Segundo-ministro é o novo super-herói, ou acaba mal, como de costume, e a personagem tipo Marvel é uma vítima do anterior executivo.
Enfim, mais uma nova temporada de uma série já vista.

Sousa

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Caro Viajante,
escrevo  no dia em que o programa da geringonça (como lhe chamou o Lendário Vasco Pulido Valente e que eu discordo na exacta medida que uma geringonça remete para algo que funcione, mal ou bem mas que funcione), foi aprovado incluindo medidas de bem-estar animal e de incentivo ao uso da bicicleta.
Agora sim, o país está em condições de avançar devagar, sem tropeçar, com um passo atrás e dois à frente como ficou decidido na casa da sala dos passos perdidos com Passos perdido.
Começa assim um novo ciclo de 360º, só não se conhece a dimensão do diâmetro, mas, de acordo com a aritmética que suporta a Coisa terá a duração suficiente para ver muitos porquinhos a consumir sem austeridade a andar em bicicletas novas importadas.
Boas viagens e até ao teu regresso (que pelo sim pelo não, será melhor adiares até ser conhecido o cálculo do raio da quadratura do círculo).

Sousa

quinta-feira, novembro 26, 2015

"Joana Vasconcelos é uma das duas ou três melhores artistas mulheres do planeta", Agatha Ruiz de la Prada

A artista espanhola só não esclarece a qual planeta se refere, se a algum do sistema solar ou, quem sabe, a alguma galáxia mais distante.

Sousa
Caro Viajante,

o velho general romano até pode continuar a ter razão, mas não é por falta de empenho dos políticos indígenas que o nosso povo não se governa.
Hoje tomou posse o segundo governo saído das últimas eleições e a pensar já nas próximas. Em pouco mais de 15 dias dois governos não é nada mau para quem tem fama de não se deixar governar.
O novo elenco governativo é um casting que revela de tudo, designadamente, os erros habituais, cromos repetidos e novos cromos para a respectiva caderneta.
Há de tudo um pouco, um Primeiro de origem goesa, uma ministra natural de Angola, um secretário de estado de origem cigana, um primo do Mourinho, enfim, um governo estilo família Benetton, o segundo maior dos tempos da quarentona democracia numa homenagem ao Conde de Farrobo.
Está decretado o fim da austeridade e começa uma nova etapa de desenvolvimento do país.
Estão reunidas as condições para voltares. Ou talvez não...
Será melhor esperar um pouco para ver em que estado fica o Estado.
Até lá, boas viagens,

Sousa

quarta-feira, novembro 25, 2015

“Momentos fracturantes não se comemoram, recordam-se”, Ramalho Eanes 

Pois... só revoluções ou viagens lendárias justificam celebração. Fica assim deliberado que não há razões para comemorar no futuro os momentos fracturantes que estamos a viver no presente, mas para recordar... certamente que sim.

Sousa


segunda-feira, novembro 23, 2015

Caro Viajante,

Eis a última pérola de mais um novo cromo da política nacional:

"O Presidente pode puxar por Portugal. Eu serei o saca-rolhas", Sampaio da Nóvoa, dixit!

Ora aqui está uma boa notícia para um país onde o vinho já deu de comer a mais de seis milhões de portugueses e que juntos puxam Portugal para um honroso (horroroso) sétimo lugar no ranking dos mais bebedores do mundo.
Não admira por isso que na selecção anual dos melhores 100 vinhos do mundo, da revista Wine Spector, o mais barato da lista seja um vinho português com um custo inferior a...3 euros!
Podemos não saber fazer contas mas fazemos bons vinhos por conta e contar com um dos melhores portugueses a sacar a rolha pode ser uma mais valia na presidência.
Lei da rolha nunca mais, porque não há machado que corte a raiz ao pensamento do professor jardineiro de ideias e convicções, poeta de Abril e de todos os meses com dias inteiros e limpos, não sabe por onde vai só sabe que não vai deixar tudo na mesma, mesmo para que tudo mude um pouco e um pouco tudo mude, unindo os portugueses à volta de um ideal de mudança com vista para o mar salgado que nos levou a dar novos mundos ao mundo e agora pede ao mundo para dar o que o mundo tem para dar, etc e etc porque etc e tal também não está mal (este não é bem o resumo do seu pensamento mas penso ser um resumo, penso eu, do seu pensamento resumido).
Este professor candidato (há mais professores na corrida) é assim uma espécie de versão nacional do Mr. Chance (no cinema interpretado por Peter Sellers e sem a barba rija de seis dias). No guião nacional o jardineiro saiu da Academia directamente para os palcos da política nacional depois da aparecer num dia (à época feriado) 5 de Outubro a proferir um discurso com muitos floreados que encantou a audiência pensante e não só.
As suas palavras tidas como sábias tiveram um efeito mágico e prometeram amanhãs a cantar e sentiu-se uma brisa de utopia republicana no ar. Tal como na ficção a história acaba com o sonho de uma corrida a uma casa branca, no nosso caso, algures no sul de um país cinzento.
Por tudo isto, caro Viajante, se passares pelo nosso jardim à beira mar plantado no próximo dia 24 de Janeiro espero que já não estranhes um novo postal no boletim de voto.
Nesse caso, será a oportunidade para abrir uma boa garrafa de vinho de 3 euros e brindar a este país real que tantas vezes ultrapassa a ficção.

Boas viagens e até lá,

Sousa

domingo, novembro 22, 2015

Lendária viagem

Hoje o calendário assinala muitas efemérides e este ano há uma que se junta aos motivos para celebrar: o 1º aniversário de uma lendária viagem sobre Lisboa, a cidade que nessa noite não dormiu.
Lisboa não é a Capadócia mas reza a lenda que há um ano um balão voou pelos céus da capital e a cidade desenhada por Pombal tremeu com um fenómeno sem origem vulcânica.
O Bairro Alto pareceu uma escarpa estendida, uma planície sem casas escavadas na rocha mas com ruas em forma de labirinto, lar de absinto, onde se ouviu cantar a amizade em versos de fado.
A literatura de viagens nunca descreveu nada assim. Saramago talvez tenha estremecido, mas tarde de mais para reescrever a história da Passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão e dissertar sobre como se peca por defeito e se absolvem os excessos.
Eça terá sorrido ironicamente por ver, como nunca, a sua verdade tão nua e o seu manto mais diáfano ainda.
Em flagrante delitro Pessoa surpreendeu-se certamente com desconhecidos heterónimos, quais Campos ou Caeiros conduzidos pela generosa genialidade de um Reis pelas rimas da alegria. Ouviram-se no ar canções de liberdade e Godinho corou mas descansou porque só há liberdade a sério quando houver liberdade de decidir cantar.
O brilhozinho nos olhos dos amigos iluminou a noite escura e escondeu as estrelas no tecto do tamanho do mundo, onde vivem os privilegiados que um dia fizeram amigos e coisa mais importante no mundo não há.
Quase tudo muda porque todo o mundo é composto de mudança. Quase...porque há coisas que nunca mudam... como a vontade de celebrar as inesquecíveis viagens sem esquecer a viagem da vida que nos convida sempre a não esquecer de viajar com sentido e pelos sentidos...

F

sexta-feira, novembro 20, 2015

Caro Viajante,
escrevo-te um dia após o parlamento ter decidido que este ano não há 25 de Novembro, vá-se lá saber porquê, e depois do Mário Centeno declarar que a austeridade em Portugal "terminou"!
Vale a pena conheceres o novo cromo da caderneta dos políticos nacionais, que apareceu já depois de teres partido.
Este cromo foi o cozinheiro Chef do maravilhosos programa do partido que o elegeu como deputado da nação. Mas bastou ouvir o seu primeiro discurso na AR para perceber que não aprendeu nada em Harvard sobre história de Portugal.
O programa é um argumento digno de uma telenovela mexicana onde a Austeridade é detida pelo Consumo e presa na cadeia. No final o pobre casa com a filha rica de um banqueiro europeu casado com uma francesa presidente de uma instituição financeira internacional.
O guião também servia para um musical indiano, o problema é que teve de sofrer alterações por força dos acordos à esquerda.
Assim, foram introduzidas cenas com esqueletos a serem enterrados e desenterrados, alguns com data de 1917, dignas da série Walking Dead e outras com humor e acções fracturantes do género Modern Family.
Ou seja, o projecto de programa de governo do consórcio de esquerda é uma espécie de tragédia tragico-comica ou comédia de acção comico-trágica em exibição, muito em breve, num Hemiciclo perto de nós.
Mais uma razão para não voltares tão cedo a este porto inseguro e cada vez menos Santo...
Boas viagens e até qualquer dia.

Sousa

quarta-feira, novembro 18, 2015

Caro Viajante,
depois de tanta água passar por debaixo da lendária ponte da Figueira da Foz, confesso que não sei por onde começar. Talvez perguntar por onde andas e como andas, nós por cá cada vez pior...
Se há um ano dizia para não voltares tão cedo, nunca é tarde para te avisar que voltar agora não!
Não, porque estamos em gestão e ainda a fazer a digestão dos resultados eleitorais das últimas legislativas e a preparar as próximas.
Não, por causa da nova taxa turística à entrada da capital.
Não, por causa de qualquer golpe de estado mas por causa do golpe no estado em curso.
Não, para não incomodar o período de análise e reflexão presidencial.
Enfim, em próximas cartas darei nota sobre o inverno quente que se aproxima.
Está próximo o 25 de Novembro, mas o clima já não é o que era e as revoluções são como as estações do ano, cada vez percebemos menos as suas chegadas e partidas.
Para já não há grandes novidades e esta carta já vai longa mas, aos poucos, o silêncio será cortado pelas notícias deste país que só acontecem neste país.
Respeitosos cumprimentos e votos de boas viagens,

Sousa

sexta-feira, junho 13, 2014

Pontos de vista ou pontos à vista?

"Vi o lance 10 vezes e para mim é penálti", Scolari

A visão é apenas um dos cinco sentidos para perceber o mundo em que vivemos e sonhar com aquele em que gostaríamos de viver.

As estatísticas não são difíceis de interpretar, são é muitas as interpretações para explicar de acordo com...o ponto de vista.

Sousa

terça-feira, junho 10, 2014

Message in a bottle?

De repente chegam garrafas com mensagens lá dentro... ... e esta nem a propósito. Pouco depois de ter lido a mensagem do Sousa sobre os males que apoquentam o seu pequeno grande país, chegou esta outra, na maré da internet... "Do you know which are the most peaceful countries in the world? Since 2007 each year, the Global Peace Index - http://economicsandpeace.org/research/iep-indices-data/global-peace-index - has been issued by the IEP (Institute for Economics and Peace) and is a measurement of nations’ and regions’ peacefulness based on external and internal measures. Although it seems like the world is becoming more cruel, according to the Global Peace Index there are 20 most peaceful countries in the world. (...) It is composed of 22 indicators, ranging from a nation’s level of military expenditure to its relations with neighbouring countries and the percentage of prison population. The data is sourced from a wide range of respected sources, including the International Institute of Strategic Studies, The World Bank, various UN Agencies, peace institutes and the EIU. The index has been tested against a range of potential “drivers” or determinants of peace—including levels of democracy and transparency, education and national wellbeing." (...)
"18. Portugal You might be surprised to know that Portugal is one of the most peaceful countries in the world, but it’s true. The country has been a member of the EU for roughly 26 years and it forms a part of the European Monetary System and use the single European currency. Portugal is the world’s 43rd largest economy according to the World Bank and it has one of the highest GDP growth rates among the OECD countries. The country has the low crime rates, great standards of living and a stable government. Plus, fascinating sandy beaches, golden plains and impressive mountains, a millennial heritage and vibrant cities make Portugal one of the best places to live in." Pontos de vista. O de quem está por dentro. E o de quem está por fora. Viajante

quinta-feira, junho 05, 2014


Caro Viajante,

estejas onde estiveres, nas margens do Bósforo, nas franjas da montanha de Matchu Pitchu ou às portas de uma outra qualquer cidade perdida, não voltes tão cedo. Pelo menos nos próximos sete anos, tempo necessário, segundo alguns especialistas adeptos da reestruturação da dívida, para o país amortizar 100 mil milhões da dita. Até lá o clima promete estar irrespirável.
Razão tem o presidente do teu antigo clube que questionado sobre o estado do futebol português concluiu, "isto funciona como o ânus onde temos duas nádegas que se enfrentam uma à outra dizendo 'estou aqui e sou melhor do que tu'. Entre algo fisiológico como o ânus, ou sai vento mal cheiroso ou trampa. E é disto que o futebol português está cheio por dentro e por fora: trampa. O candidato que vamos apoiar tem que ter rigor e transparência mas também um autoclismo muito grande para limpar um futebol que está conspurcado.". 
Eça não foi tão longe e por isso nunca foi tão claro e nestas coisas devemos deixar-nos de ironias porque as maiorias querem é explicações. Filosoficamente esta reflexão aplica-se, mutantis mutandis, à nossa vida política, pese embora a falta de grandes autoclismos por estas paragens. Neste momento, no principal partido da oposição, duas nádegas lutam entre si pelo poder afirmando "eu consigo mais votos do que tu". O desafio parece passar pela novidade de eleições primárias para escolher entre um autoclismo que mesmo a falar verdade ninguém acredita por um que a dizer mentiras todos levam a sério. Entretanto o governo entrou em rota de colisão e em roda livre, ou vice-versa, com o Tribunal Constitucional, guardião da lei fundamental hoje e sempre disposta a "abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português". Há um confronto entre nádegas ideológicas que representam a época em que havia  muito dinheiro e não havia direitos adquiridos e os novos tempos em que há muitos direitos adquiridos e nenhum dinheiro. Este parece ser um dado adquirido, os juízes do TC parecem perceber muito de leis mas pouco de economia e finanças. O ideal seria juntar este TC a um outro TC, o Tribunal de Contas. Juntinhos, como duas nádegas, poderiam avaliar a acção do governo nos dois planos. Nenhum puxaria o autoclismo sobre a matéria governativa sem ouvir o outro. Sempre que chamado a julgar da constitucionalidade das normas o Joaquim perguntava ao Guilherme, "tenho aqui matéria que cheira a inconstitucionalidade que tresanda, mas há dinheiro para pagar isto?". Na avaliação da despesa o Guilherme perguntava ao Joaquim, "tenho aqui uns contratos de PPP's que não cheiram lá muito bem, isto não será inconstitucional?".
De qualquer modo não vale a pena perder muito tempo com este tipo de reflexões porque os Santos Populares já inspiram arraiais e o mundial está aí à porta e  mesmo com o CR7 em versão CR3,5 a malta espera que a selecção não faça muita trampa por terras de Santa Cruz e com o fim de Julho entra Agosto porque o pessoal já merece umas férias.

Boas e grandes viagens Viajante, são os votos do amigo retido neste porto inseguro e pouco santo mas muito sentido,

 Sousa

 


 

Excelente, mais uma via para sair da capital desta "choldra"!

 

Sousa

segunda-feira, maio 12, 2014

“O passado é história, o futuro é a vitória” (Portugal, Brasil 2014)

Ou seja, a história é o nosso fado e a vitória é ficção cientifica.

Sousa

sábado, maio 10, 2014


Caro Viajante,

 

Espero que a garrafa com esta mensagem te encontre bem, algures nas margens do Bósforo, nós por cá continuamos nas nossas lendárias águas estagnadas. Abril lá passou por entre cravos e ferraduras. A data redonda deste ano arredondou os discursos. Os capitães da associação, donos ideológicos da efeméride, repetiram em alta voz, cada vez mais grossa, os ataques às conquistas irreversíveis do 25. O aeroporto de Beja continua com pouco movimento e, por isso, aquela história de ficar a ver aviões é mentira. A terceira auto-estrada para o Porto jamais será concluída e ninguém ainda consegue ver qualquer luz ao fundo do parado túnel do Marão. Na cidade invicta a futura casa museu Manoel de Oliveira está à venda, em saldo, porque o seu inquilino não quer entrar nesse filme e prefere guardar as sua tralhas numa garagem em Serralves. Na capital o aeroporto continua pela Portela mas o Tejo já não serve só para cacilheiros, há cruzeiros e tudo. Uma praia junto ao Terreiro troca o passo ao comércio. Esta pode não ser a nossa praia, e não tem bandeira azul, mas as ninfas do Tagus vão ter concorrência este ano e os turistas podem limpar a caca canina espalhada pelas calçadas esburacadas da capital nas águas do rio cor de prata (por enquanto). Entretanto, já com Maio a florir e após um longo percurso sujo, dizem que país encontrou uma saída limpa. Ninguém sabe muito bem o que isto significa e quanto custa, mas relendo Eça e sabendo o que a casa gasta toda a gente já percebeu que não vai ser nada fácil e barato. E para abrilhantar a Primavera vai começar mais um arraial eleitoral e logo a seguir entra Agosto e tudo pára até às vindimas de Setembro e prova-se o vinho que este ano até promete e vem o Natal e o Ano Novo e prepara-se o Carnaval e vem a Páscoa e repousa-se porque está quase a chegar o Verão e entra Agosto e Setembro à porta com as vindimas…  Tem toda a razão o poeta quando diz que "só neste país se diz só neste país", mas, na verdade, só mesmo este país para se poder dizer "só neste país".

 

Sousa

sábado, abril 12, 2014


Caro viajante,

Uma mensagem assim, enviada pelo mar da net, pode chegar até ao estreito do Bósforo como um garrafa perdida lançada às águas agitadas da saudade?

Enquanto não chegam novas da Anatólia chegou a hora de revelar o que nos vai na tola, por estes dias agitados e inspirados pelos ventos de Abril.

As correntes deste mar morto atlântico pintado a vermelho com cravos queimados por quarenta anos de uso, hão de levar notícias desta quieta república inquieta.

 

Sousa

sábado, junho 15, 2013

Fado

Sousa

Câmara dos comuns

  
"A câmara não é um trampolim político", João Semedo

 
Não é, mas também serve. Pelo menos é o que a história nos conta.
A câmara também pode ser a antecâmara, uma sala de espera, para aguardar algo melhor (superior).
Também pode servir de câmara frigorífica para conservar até ao momento certo da descongelação e degustação (apresentação) do produto.
A câmara, se filmar ou fotografar, também pode servir para registar momentos para mais tarde recordar, como a quantidade das fitas que se cortam antes de cada eleição.
O cameraman é um presidente de grandes planos cada vez mais longe de si.
 
Sousa

domingo, junho 02, 2013

Desenhos animados
 
"Portugal recebeu da União Europeia (UE) 80,9 mil milhões de euros, nos últimos 25 anos. São nove milhões por dia, em fundos estruturais e de coesão, para apoio ao desenvolvimento, que Portugal investiu, sobretudo, em autoestradas e vias-férreas", DN
 
Este país é uma esponja de apoios estrangeiros.
 
Vivemos numa espécie de Plano Marshall permanente há séculos.
 
Ultimamente temos investido em auto-estradas (e algumas casas na Quinta da Marinha).
Os últimos palácios de Mafra que construímos  foi o CCB em Belém e o Calhau da Música no Porto.
 
Focámo-nos nos km de auto-pistas de corrida para os nossos potentes carapaus automóveis com cavalos alemães.
Foram décadas de laissez faire em betão para chegar ao laissez passer a que chegámos.
Conseguimos chegar, até à presente data, aos 2,5 km de auto-estradas por dez mil habitantes (contribuintes) ultrapassando países como a Alemanha ( 1,5), Finlândia (1,4) ou Reino Unido (0,5).
 
Nisso, ao menos, somos um exemplo de aproveitamento da melhor parte do fundos estruturais: os próprios fundos.
A parte dos 'estruturais' pode ficar para uma segunda fase a implementar e desenvolver um dia destes, quiçá.
No mundo dos desenhos animados este país é um paraíso para o investimento.
 
Nas próximas férias em Albufeira talvez beba uma cerveja com o Homer, enquanto Lisa e o Bart fazem surf no mar flat dos Algarves…
 Sousa

http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=dqnsIjkTyuU&feature=endscreen

 

 

sábado, maio 25, 2013

 

"Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude"
 

 

Assembleia da República

Estabelece o regime jurídico das áreas regionais de turismo de Portugal continental, a sua delimitação e características, bem como o regime jurídico da organização e funcionamento das entidades regionais de turismo.

 

O povo que inventou a alheira não ignora certamente o sentido da frase de Bismarck que Winston Churchill adoptou (adaptou!?), “Se as pessoas soubessem como são feitas as salsichas e as leis, não comeriam as primeiras e não obedeceriam às segundas”.

Nós por cá, comemos regras e leis ao pequeno almoço de segunda a sexta-feira.
 
Todos as manhãs, pelas nove horas (podia ser às oito mas, por causa do trânsito no IC-19 e 2ª Circular, o senhor que trabalha nos computadores deve chegar por volta das nove), o DRE oferece-nos o menu do dia com novos enchidos para digerir.
 
É tudo uma grande Portaria. A fartura é tanta que não vale a pena obedecer à primeira sugestão. São simples entradas só para entreter o estômago treinado enquanto se aguarda pela confecção dos segundos e terceiros pratos com elevado cuidado estético, servidos em forma de alterações, rectificações, revogações e até, se for o caso, com sabor gourmet a efeito repristinatório (um must).

Por tudo isto não admira que a cereja no topo do bolo das leis indígenas é… a lei do menor esforço.
 
Pelo menos até os clientes se (en)fartarem da cozinha e despedirem os chefs e ajudantes (só na cantina AR são mais de trezentos. Não admira que aquilo pareça, muitas vezes, a batalha de Termópilas na luta pelos interesses da regra ou da regra dos mesmos).

Talvez esteja próxima a publicação da linguiça marcial (enchido que autoriza o uso da força em caso de alteração da ordem na sala de jantar pública).

Enfim, Dura sausages Sed sausages.

 

Sousa

terça-feira, maio 14, 2013


Vencidos da vida
 
"Temos todas as capacidades para sermos vencedores", Jorge Jesus
 
O que será que nos falta então?
 
Sousa

domingo, maio 12, 2013

Museu Circo de Feras
 
"O museu dedicado ao grupo musical sueco ABBA vai ser inaugurado em Estocolmo a 7 de maio de 2013, reunindo músicas, filmes, roupas e outros objetos da banda, separada há trinta anos", JN
 
Se a moda pega talvez possamos sonhar com a criação de um museu dedicado aos Xutos e Pontapés.
Na verdade, não há banda que tenha marcado gerações em Portugal como os suecos fizeram nos anos 70.
Quem sabe se um dia os turistas, em visita ao museu do Tim e Companhia, poderão recordar momentos marcantes das suas vidas ao som da banda sonora da autoria da malta dos Contentores?
Sabe-se lá se em exposição aparece algo sobre a sua passagem (após jantar no Ferreira) pelo fabuloso estádio Marques da Silva nos idos anos 80 do século passado?
 
Cada país tem o museu que merece e a malta do Sul merece um museu assim.
Sousa

quinta-feira, maio 09, 2013

Praça do comércio II
A capital portuguesa com o rótulo dos seus 220 dias de sol conseguiu em 2012 o record de 9,5 milhões dormidas em hotéis.
 
Os responsáveis pelo comércio local encontram na luz da cidade um túnel de oportunidade para captar  o interesse  de Executives Board e General Managers de todo o mundo através da pergunta Why Lisbon?
 
 A resposta está em mais um estafado filme: Lisbon, Your Atlantic Business Hub.
Os iluminados responsáveis pela estratégia empresarial já perceberam que não é suficiente a receita clássica da política comercial de venda de sol em pacotes, que só não dá em erro porque o produto insiste em ser pontual todas as manhãs (e em força 220 dias por ano).
 
Assim, talvez inspirados em Pessoa e nas lições da sua Essência do Comércio - "Um comerciante português que faça um rótulo encarnado e verde, ou azul e branco, comete um erro comercial: quem segue a política das cores do rótulo não lhe compra o produto por isso, e quem segue a política oposta deixa muitas vezes de o comprar. Por um lado não ganha, por outro perde" –  apostam agora em novo conceito: o local.
 
Além da luz, há excelentes locais para armar a tenda para atender a clientela.
 
Sousa

quarta-feira, maio 08, 2013

Praça do comércio
 
"A revista Entrepreneur considera Lisboa uma das nove cidades do mundo a que os radares da comunidade de empreendedores devem estar atentos para criar negócios", Dinheiro Vivo
 
Não é grande novidade que a Lisboa de Oliveira da Figueira, que conseguiu impingir ao diligente e esperto jornalista Tintim mercadorias de que não precisava para cumprir a missão, sempre foi uma praça disponível para os grandes negócios (da china, principalmente).
Não temos charutos para vender mas a nossa missão é convencer qualquer faraó a investir no nosso ouro negro, brindando ao sucesso empreendedor com um bom vinho do Porto (ou mesmo mau, desde que seja do Porto é bom).
 
Sousa
Praça do comércio
 
"A revista Entrepreneur considera Lisboa uma das nove cidades do mundo a que os radares da comunidade de empreendedores devem estar atentos para criar negócios", Dinheiro Vivo
 
Não é grande novidade que a Lisboa de Oliveira da Figueira, que conseguiu impingir ao diligente e esperto jornalista Tintim mercadorias de que não precisava para cumprir a missão, sempre foi uma praça disponível para os grandes negócios (da china, principalmente).
Não temos charutos para vender mas a nossa missão é convencer qualquer faraó a investir no nosso ouro negro, brindando ao sucesso empreendedor com um bom vinho do Porto (ou mesmo mau, desde que seja do Porto é bom).
 
Sousa